25 outubro 2013
O erotismo santificado de Mariano Vargas
Vamos lá, depois da popularização do vídeo de um rapazinho na internet, só podemos dizer uma coisa, "mamilos são polêmicos", brincadeiras a parte, a relação entre profano e sagrado (que não gosto de usar, mas explica bem o trabalho do artista) é muito evidente na série de Mariano Vargas , amante da beleza, inclusive do corpo feminino.
Em seu trabalho muito inspirado na pintura, ele desconstroi o conceito quase cristão (não me xinguem, "purfa") de que o corpo nú é obsceno, em um paradoxo onde existe uma necessidade de "comer/possuir o corpo de cristo". Um tanto controverso.
Polemico, não?
Em seu trabalho muito inspirado na pintura, ele desconstroi o conceito quase cristão (não me xinguem, "purfa") de que o corpo nú é obsceno, em um paradoxo onde existe uma necessidade de "comer/possuir o corpo de cristo". Um tanto controverso.
Polemico, não?
© Coletivo Marquise - 2013 - Creative Commons - Atribuição - NãoComercial - SemDerivados
24 outubro 2013
O melhor amigo do homem.
Sebastian Magnani juntou o homem, com seu melhor amigo, o cachorro, e criou uma série muito interessante chamada "Underdog". Não surpreendentemente, a maioria dos cães se parecem com seus donos, ou talvez, vice-versa. Bastou um pouco de manipulação digital, um par de perucas, e pronto: a humana-canina sósia.
© Coletivo Marquise - 2013 - Creative Commons - Atribuição - NãoComercial - SemDerivados
Os segredos das mulheres que usam burka.
Todo fotografo ou amante de fotografia deve conhecer a Agencia Magnum, pois é, Olivia Arthur é uma das mocinhas (mocinha mesmo) que compõe aquele quadro de colaboradores geniais.
Conheci o trabalho dela no Paraty em Foco de 2011, e desde lá, virei fã.
Chega a ser estranho ver toda a grandiosidade do trabalho desta fotografa, baixinha, lourinha, tímida, e com sapatilhas de boneca, mas que quando começa a falar de seu trabalho vira uma mulher porreta (desculpe o termo, mas foi o único que achei), que nos faz esquecer toda a aparência frágil que ela tem.
Olivia Arthur, trabalha com a fotografia documental contemporânea, e viaja o mundo atrás de questões femininas, no ensaio Saudi Arabia, encontramos elementos da cultura local, em especial das mulheres que usam burka ou véu em seu cotidiano.
Ela, a fotografa consegue entrar na casa destas meninas/mulheres e fotografar livremente, inclusive os momentos íntimos, onde despem-se das regras culturais, divertem-se, usam short's e tomam banho de sol... Mas como assim? Isso não é proibido pelas bandas de lá? Sim, essa é a visão ocidental! É aí que ela problematiza seu próprio trabalho mais uma vez, alem da barreira do primeiro contato e participação da rotina, agora ela tem que pensar como mostrar esse material. Sendo que estas mulheres se expostas da forma em que foram fotografadas, correm risco sofrer as punições cabíveis em suas culturas...
Tá aí o resultado.
Conheci o trabalho dela no Paraty em Foco de 2011, e desde lá, virei fã.
Chega a ser estranho ver toda a grandiosidade do trabalho desta fotografa, baixinha, lourinha, tímida, e com sapatilhas de boneca, mas que quando começa a falar de seu trabalho vira uma mulher porreta (desculpe o termo, mas foi o único que achei), que nos faz esquecer toda a aparência frágil que ela tem.
Olivia Arthur, trabalha com a fotografia documental contemporânea, e viaja o mundo atrás de questões femininas, no ensaio Saudi Arabia, encontramos elementos da cultura local, em especial das mulheres que usam burka ou véu em seu cotidiano.
Ela, a fotografa consegue entrar na casa destas meninas/mulheres e fotografar livremente, inclusive os momentos íntimos, onde despem-se das regras culturais, divertem-se, usam short's e tomam banho de sol... Mas como assim? Isso não é proibido pelas bandas de lá? Sim, essa é a visão ocidental! É aí que ela problematiza seu próprio trabalho mais uma vez, alem da barreira do primeiro contato e participação da rotina, agora ela tem que pensar como mostrar esse material. Sendo que estas mulheres se expostas da forma em que foram fotografadas, correm risco sofrer as punições cabíveis em suas culturas...
Tá aí o resultado.
© Coletivo Marquise - 2013 - Creative Commons - Atribuição - NãoComercial - SemDerivados
Os objetos improváveis de Giuseppe Colarusso
A série Unlikely do artista e fotógrafo Giuseppe Colarusso mostra de um jeito bizarro objetos que são impossíveis e improváveis de se utilizar. O artista disse que alguns dos objetos foram feitos de verdade e outros com manipulação digital. Confira algumas fotos.
Confira mais o trabalho do artista aqui: www.giuseppecolarusso.it/
© Coletivo Marquise - 2013 - Creative Commons - Atribuição - NãoComercial - SemDerivados
23 outubro 2013
As rainhas africanas de Namsa Leuba
Já que na semana passada houveram alguns borburinhos sobre um ensaio referente a cultura afro, uns um tanto cegos, e outros um tanto conformados de que "cultura afro é isso mesmo e que bom que alguém tá fazendo alguma coisa", hoje, vamos falar de Namsa Leuba, com o ensaio The African Queens de 2012 (que conheci através da Brenda Maria <3, valeu nega!), que a meu ver é um dos trabalhos que mais afirma o "ser/saber" africano do ponto de vista ocidental - "conceitualmente" falando.
É muito difícil falar de apenas um trabalho quando todos os trabalhos/séries da artista são muito bem resolvidos - e com uma pesquisa invejável, diga-se de passagem - Leuba parte de uma referencia material e popularmente conhecida, as estátuas africanas, que são vendidas por aí em qualquer loja de utensílios, vulgo 1,99. Na fusão de conhecimentos e elementos produziu este ensaio, muito inspirado na moda, e com um domínio absoluto de cores e composição, nasceram as suas LINDAS rainhas africanas!
Pensa que acabou? Não para por aí, não, o mais legal é saber que ela dirigiu modelos "reais", isso mesmo, pessoas abordadas na rua.
Incrível não?
É muito difícil falar de apenas um trabalho quando todos os trabalhos/séries da artista são muito bem resolvidos - e com uma pesquisa invejável, diga-se de passagem - Leuba parte de uma referencia material e popularmente conhecida, as estátuas africanas, que são vendidas por aí em qualquer loja de utensílios, vulgo 1,99. Na fusão de conhecimentos e elementos produziu este ensaio, muito inspirado na moda, e com um domínio absoluto de cores e composição, nasceram as suas LINDAS rainhas africanas!
Pensa que acabou? Não para por aí, não, o mais legal é saber que ela dirigiu modelos "reais", isso mesmo, pessoas abordadas na rua.
Incrível não?
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