06 dezembro 2012

"Do lugar onde estou, já fui embora". Manoel de Barros

 Miriane Figueira, descobre-se a série “Do lugar onde estou já fui embora” composto por 8 fotografias multiladas pela própria artista anteriormente, em uma fuga para diminuir os traumas da vida, ausência, saudade, e incapacidade de unir laços desfeitos por uma fatalidade. Encontram nos recortes feitos anteriormente, a ausência do outro, dispõem estas fotografias em forma de objeto, onde o expectador poderá criar a própria narrativa, mover as peças e aproximar-se tal qual objetos pessoais, em paralelo distribuem pequenos amuletos afetivos, a “amíude” do amor que pulsa, presenteia os espectadores com fragmentos de fotografia, para serem carregados consigo, pedaços de suas memórias mais íntimas, distribuídas a desconhecidos. Amiúde carrega em imagens 3x4, como uma espécie de quebra cabeças contendo a imagem recortada, que só poderá ser vista/montada na presença de todos os visitantes (pois cada um carrega consigo uma peça), assim revelará a estes a imagem do amor que vida.  
Trabalho de: Miriane Figueira - Colaboradora do Coletivo Marquise 

























Geralmente quando excluímos alguém de uma foto é por raiva. Uma pessoa é cortada com tesoura (ou Photoshop) como que este ato garantisse revanche ou formalizasse a separação íntima ou mesmo social. Neste ensaio de Miriane, os recortes são amorosos. Ela extrai o melhor para si. Para poder abraçar aquele retalho. Guardar feito relíquia. Mirar feito janela. E lá ela se debruça. Lá ela esconde seus tesouros. O mundo todo cabe naquele retângulo branco.

Guy Veloso. Fotógrafo e curador.







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2 comentários:

  1. Zezito, o trabalho ficou pronto, logo menos marcamos um café e te mostro ele initerinn. bjo

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