06 dezembro 2012

Tudo o que a boca come

Orixá come: “tudo o que a boca come”, ensinamento repassado de pai para filho, nas religiões de matriz africana, mais especificamente no candomblé. Trata-se de um ensaio fotográfico documental/contemporâneo de comidas afro-brasileiras utilizadas em culto religioso, conhecidas popularmente como oferendas, que acabaram entrando no contexto comercial, assumindo muitas vezes a principal fonte de renda familiar, surge como reflexão sobre o mundo contemporâneo e a substituição, desapropriação ou re-contextualização de crenças, valores e tradições, de forma a negar, mutar ou re-significar o contexto inicial; o trabalho surge com o caso da “comercialização indevida” de alimentos afro-brasileiros, mais especificamente o acarajé, colocando em discussão as indicações do titulo de patrimônio imaterial concedido às Baianas do Acarajé (IPHAN, 2007). Faz ainda relação às estreitas barreiras entre o profano e sagrado, ao mercado publicitário/consumo versus ritos religiosos. 
Trabalho de: Miriane Figueira - Colaboradora do Coletivo Marquise 













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